Lagares de Penalva Tinto Dão DOC 2015

Lagares de Penalva, Dão, Portugal


O vinho tinto Lagares de Penalva da safra 2015 mostra uma cor vermelha-rubi, muito concentrada e brilhante, denotando um vinho de pouca idade. Suas uvas são Touriga Nacional, Jaen e Tinta Roriz. Seus aromas revelam notas de framboesa e delicadas especiarias. À boca mostra-se um vinho encorpado, firme, com taninos levemente evoluídos e ótimo frescor. Pronto para beber, porém é apto ao envelhecimento.


Veja o perfil das uvas que fazem esse tinto:


Touriga-Nacional

A fama dos vinhos do Dão é devida, em boa parte, a esta casta, que, no passado, antes da crise da filoxera, era dominante nos vinhedos da região. Constitui, assim, a casta mais nobre entre as tintas.


Com um cacho pequeno e alongado, ostenta bagos diminutos, arredondados e não uniformes, e uma epiderme negra-azul revestida de forte pruína. A sua polpa é rija, não corada, suculenta e de sabor peculiar.


Trata-se de uma casta de maturação média e de produção média a elevada, quando se utilizam materiais selecionados e condições adequadas, caso contrário ela é baixa.

Dá vinhos de cor retinta intensa, com tonalidades violáceas, quando novos. Os aromas são intensos, de elevada complexidade, a frutos pretos muito maduros, com algo de selvagem, silvestres (amoras, alecrim, alfazema, caruma, esteva).


Na boca apresenta-se cheio, encorpado, persistente, robusto, muito tânico, muito frutado, quando jovem. Possui elevado potencial para envelhecimento prolongado adquirindo, nessa altura, uma elegância, um aroma e sabor aveludados inconfundíveis.


Jaen

Na região do Dão o Jaen é cultivado pelo menos desde os meados do século passado, sendo citado nos inquéritos vitícolas de 1865, como das castas dominantes no conselho de Mangualde.


É lícito pensar que tenha sido trazida por peregrinos regressados à pátria através dos caminhos de Santiago. Depois da praga da filoxera difundiu-se por toda a região do Dão, graças à sua boa produtividade e prematuridade, que permitiam a produção de vinhos de boa graduação e boa cor.


O cacho nesta casta é de tamanho grande e compacto, com bagos médios, uniformes e arredondados, com epiderme pouco espessa, de cor negra-azul e com média pruína. A polpa é mole e suculenta, não sendo corada.


Os vinhos a que dá origem são elegantes, com teor alcoólico regular, intensos de cor e muito macios, dada a sua baixa acidez. Mas é o seu perfume intenso e delicado, lembrando um pouco a framboesa, que torna esta casta preciosa.


Tinta-Roriz

Casta bastante produtiva e com maturação média. O seu cacho é grande e aberto e contém bagos de tamanho heterogêneo, com forma ligeiramente achatada e epiderme medianamente grossa, de cor negro-azul com forte pruína.


Por sua vez, a polpa, não corada, é suculenta, mole e de sabor muito próprio. Nos vinhos em que exista em boa percentagem, intensifica os aromas de fruta madura, dá muita cor e boas graduações alcoólicas. É notório o excelente equilíbrio marcado pela qualidade dos seus taninos, assim como o equilíbrio de corpo e acidez, daí resultando vinhos harmoniosos e muito elegantes, com elevado potencial de envelhecimento.


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©2020 por Gianni Tartari Sommelier Profissional.